Viseeon Team

“OUVE O QUE CADA UM DIZ”

Da diferença e importância do feedback e feedforward na liderança de equipas.

À medida que nos esforçamos para alcançar os objetivos da nossa organização, os nossos colaboradores precisam saber (sempre) qual o rumo que tomaremos, mas também, e não menos importante, qual é o seu nível de desempenho e se este encontra, ou não, em consonância com as expetativas dos seus líderes.

A comunicação é a base de uma liderança eficaz e a capacidade de fornecer feedback é skill essencial; é crucial ter um fluxo de comunicação aberto, pois colaboradores bem (in)formados conduzem a um melhor desempenho no negócio.

A etimologia da palavra comunicação, do latim communicare, significa "tornar comum", "partilhar", "conferenciar". Mais do que nunca, e considerando as mudanças ocorridas no mundo laboral neste curto espaço de tempo (diferente) que vivemos, é essencial atentar ao verdadeiro sentido da palavra comunicar, na liderança de pessoas.

Não há boas razões para evitar a criação de uma cultura de comunicação dentro da sua organização e o feedback, é sabido, constitui uma ferramenta poderosa que fomenta resultados reais e cria uma cultura organizacional forte e produtiva. A melhor parte? Não custa nada! Apenas tem que tomar a decisão consciente de criar o hábito de falar com os seus colaboradores, de forma consistente e contínua.

Se o "feedback descendente" - de líderes para seus colaboradores era, até agora, a prática mais comum, o benefício do “feedback ascendente" - de colaboradores para os seus líderes - é cada vez mais uma exigência; estes podem, e devem, participar na (co) criação de alternativas e fornecer informações de extrema utilidade sobre a eficácia dos procedimentos e processos da organização.

A comunicação de qualidade — entre pessoas de todos os níveis e todos os departamentos é elemento aglutinador nas organizações e, sendo um processo contínuo, deve ser sempre conduzida com intencionalidade, transparência e (bi) direccionalidade.

E porque não, experimentar o feedforward?

O feedforward constitui uma nova abordagem do tradicional de feedback e foi popularizado por Goldsmith; incentiva os indivíduos a concentrarem as suas análise e discussões em sugestões e ações para o futuro, numa perspetiva de criar um espaço de cooperação e partilha de ajuda ao outro, ao invés de se concentrar apenas no passado e revisitar aquilo que não funcionou.

A grande diferença entre feedback convencional e feedforward é a lente distinta que será utilizada: ver/pensar em termos do passado ou ver/pensar em termos do futuro. O feedback convencional é focado no passado, fornece informações sobre atividades e desempenho anteriores. Por seu turno, o feedforward é focado no futuro, fornece informações sobre o que cada um de nós poderá fazer de forma diferente e melhorada no futuro.

A projeção naquilo que poderemos vir a ser (fazer) é construtiva (ora), potenciadora de confiança, motivação e envolvimento de todos.

A verdade é apenas esta: não há erros e falhas a apontar no futuro!

Se o feedback pode ser limitado, estático e concentrado muitas vezes no erro, na fenda no muro, o feedforward é expansivo e dinâmico e focado no que ainda está a caminho.

Isto não implica que erradique o feedback das suas ações de acompanhamento e planeamento com a sua equipa.

A opção poderá ser hibrida - aplique consentânea e harmoniosamente estas duas técnicas e conseguirá perceber a vantagem da adição do feedforward: as suas ações serão focadas nas possibilidades imensas de mudança, na infinita multiplicidade de oportunidades que podem acontecer num futuro (positivo), contando com a participação das pessoas mais importantes da sua organização – aquelas que serão diretamente afetados e agentes na execução das orientações e nas decisões tomadas.

As vantagens poderão ser imensas:

  • Accountability - Reforça a responsabilidade individual do colaborador pela prestação de “contas” acerca dos seus projetos, tarefas, comportamentos e compromissos, fornecendo apoio, orientação e direção.
  • Engagement - Potencia o envolvimento dos colaboradores - maior nível de envolvimento está associado a melhor desempenho, menor rotatividade e maiores taxas de satisfação dos funcionários, elementos essenciais para se manter competitivo.
  • Confiança e Desenvolvimento – este processo será uma experiência de aprendizagem mutuamente benéfica que ajuda os envolvidos a desenvolver novos insights que os ajudarão a melhorar o desempenho da organização, como um todo.

Tenho que concordar com Goldsmith: “É mais produtivo ajudar as pessoas a aprender a estar "certas", do que provar que estavam "erradas".

Cláudia RODRIGUES
COO PORTUGAL
claudia.rodrigues@viseeon.com